segunda-feira, 22 de julho de 2013
As Manifestações de Junho de 2013 e a Homofobia de Marco Feliciano
Uma das bandeiras levantadas pelos manifestantes nos protestos feitos nas ruas foi a luta contra a homofobia e, em consequência, contra figuras nefastas que emporcalham o Congresso Nacional, como Marco Feliciano. Apesar de tosco, Feliciano é muito sagaz. Ele já percebeu que este momento, para ele, é uma oportunidade única. Os partidos comprometidos com os direitos humanos até então abandonaram a comissão de direitos humanos porque entenderam que ela é pouco rentável. Feliciano viu nisso uma oportunidade e se aferrou a ela como um náufrago se aferra a um toco de pau. E ele vai tirar desse pau seco o suco que ele conseguir tirar. Ele vai botar toda a pauta conservadora dele nessa comissão, dificilmente essas coisas vão prosperar e ele terá conseguido tudo o que ele queria.
Mas a pergunta que não quer calar é: por que ele está aprontando toda essa confusão? A minha resposta é que ele está aprontando toda essa confusão para ter concentrada na figura dele uma porção considerável do voto conservador, porque existe uma porção significativa do eleitorado conservador e religioso que se distribui por candidatos menores que nem têm chance de vencer. E essas pessoas, que antes estavam desorientadas, agora têm para onde olhar. Elas olham em direção ao Feliciano. Ele vai ter uma votação estrondosa nas próximas eleições por esse segmento e vai reconduzir a sua vidinha sem efetivamente poder provocar nenhum dano severo. Ele vai ser neutralizado pelo processo democrático brasileiro, não há a menor dúvida disso. Mas vai enxugar o voto de muita gente, com certeza.
É claro que ele vai se reeleger, pois grande parte dos eleitores dele compartilha de ideais homofóbicos e de ódio nutridos pelo deputado. A posição de Marco Feliciano dentro do cenário conservador é bem específica: ele é um evangélico fundamentalista que trava uma batalha contra os homossexuais (com a ajuda de outros excrementos como João Campos, do PSDB de Goiás) e que, portanto, tende a capitalizar muito esse tipo de voto. Há outras posições que podem ser elencadas como conservadoras do ponto de vista político que não têm nada a ver com essa postura ridícula de Feliciano. Por enquanto, os manifestantes venceram a primeira batalha, pois o projeto apelidado de "cura gay" foi retirado da pauta da comissão, embora seu criador, João Campos, não tenha admitido que tenha retirado por pressão popular.
O Trabalho da Imprensa Durante os Protestos
O trabalho da imprensa durante os protestos também foi muito difícil. Caco Barcellos, da Globo, foi muito hostilizado por manifestantes mais exaltados. Carros da Record, do SBT e da Bandeirantes foram incendiados. Isso, sem falar de repórteres que foram atingidos por projéteis de borracha disparados pela polícia. Nessa questão dos maus tratos à imprensa também é importante não misturar as coisas. Em primeiro lugar, a situação da Rede Globo é bem pior do que de todas as outras. A Rede Globo teve que inventar o jornalismo de edifício, porque já não conseguia caminhar nas ruas, no meio de outras pessoas. Essa hostilização da Globo por meio de outras pessoas acontecia por causa do papel que a TV Globo exercia no passado, de manutenção de uma ordem autoritária estabelecida.
Até hoje as pessoas não se esqueceram do papel de pelego que a Globo exercia durante a ditadura militar e, por isso, a emissora ainda paga o preço. Por outro lado, a Globo passou toda a sua cobertura tentando dirigir o movimento, tentando fazer ela uma interpretação do que era o movimento. Por isso os repórteres da Globo tiveram que esconder a logomarca da emissora várias vezes nas ruas. Outra coisa foi o que aconteceu com os outros repórteres, que não precisaram se esconder, nem esconder o logo das respectivas emissoras. Então, são coisas diferentes. Uma coisa é o sujeito ser hostilizado sem ser agredido, como foi o caso do Caco Barcellos, outra coisa é tiro da polícia e vandalismo. Estão juntando coisas que têm que ser desmembradas.
Agora, quem hostilizou Caco Barcellos, provavelmente, nunca leu Rota 66. Mas também talvez tenham hostilizado o Caco não em fator do repórter em si, mas em fator de quem paga o salário dele. O problema dos manifestantes é onde o Caco trabalha e, por isso, ele tem que pagar o ônus de ser hostilizado pelo fato de ele trabalhar nessa empresa. O Caco Barcellos é uma grande figura pública, mas foi hostilizado porque as pessoas não toleram a presença da Globo numa manifestação pública como essa. E essa antipatia foi sendo construída ao longo dos anos, tanto durante a ditadura militar quanto durante a agonia da mesma, quando parte significativa da população foi às ruas e exigiu eleições diretas para presidente da república.
O Perfil do Eleitor-Telespectador Brasileiro
No Brasil, eleitor e telespectador são a mesma pessoa, pelo menos na maior parte das vezes. No Brasil, que é um país de escolaridade tardia, com uma população de baixa escolaridade, sem a experiência da leitura, a imagem e a narrativa audiovisual têm um peso fundamental. Está aí o êxito da televisão, o êxito da TV Globo, o êxito dos vídeos do Youtube para confirmarem esse fato. Por isso, podemos dizer que o eleitor brasileiro também é um telespectador e também por isso também podemos dizer que ele é tão exigente com um político diante da televisão, porque ele transfere para a política a exigência que ele tem como telespectador. Então, a narrativa política tem que ser tão enfeitada e cheia de recursos de ourivesaria quanto é a narrativa jornalística e a narrativa teledramatúrgica.
O eleitor-telespectador tem um olho já treinado e, por isso, possui um alto nível de exigência nesse aspecto televisivo, de transmissão de imagem. Se juntarmos essa característica sociológica de nossa formação com a profissionalização da política, veremos que a combinação dessas duas coisas torna tudo muito técnico. A política deixa de ser representação e passa a ser uma técnica de reprodução. E é nesse cenário que os marqueteiros passam a ter um peso muito grande, totalmente desproporcional, porque eles são técnicos da reprodução de narrativas armadas. Mas essa relação não se dá apenas em países com maioria de analfabetos, como é o caso do Brasil.
Na década de 1960, quando houve a transmissão de um debate entre Nixon e Kennedy, quem ouviu pelo rádio, preferiu o Nixon. Mas quem viu o debate pela televisão preferiu o Kennedy. E por que isso aconteceu? Kennedy era bonitão, estiloso, charmoso, e isso chamou a atenção, pois a televisão é um veículo que privilegia a imagem e nem tanto a mensagem. Mas o rádio é uma mídia cega, onde o que vale é a mensagem e nunca a imagem. E, através dessa mídia cega, que é o rádio, quem venceu o debate foi Nixon (na opinião dos ouvintes). É evidente que num país de analfabetos esse contraste tende a ser mais gritante, mas a questão da imagem na sociedade contemporânea está muito presente, inclusive nos movimentos sociais. O marketing também está presente aí, como mostra, por exemplo, o documentário A Hora Mais Escura.
As Manifestações Populares de Junho de 2013 no Brasil
O pronunciamento da presidente Dilma a respeito das manifestações de junho de 2013 não foi muito incisivo. Em primeiro lugar, a Dilma nunca teve aquela imagem forte de estadista. Em seu pronunciamento na televisão, numa sexta-feira, ela dividiu os manifestantes em "do bem" e "do mal", e disse que vai dialogar com os manifestantes pacíficos. De uma forma geral, o depoimento da Dilma foi bem fraco e formal. Não teve nenhuma novidade e não ficou à altura do que está acontecendo nas ruas. Um depoimento em que ela reproduz o que os grandes veículos da mídia vêm divulgando, praticamente o que os editoriais dos grandes jornais impressos vêm alardeando.
Ao dizer que quer se reunir com os líderes do movimento, Dilma toma uma atitude inócua, pois ela chamou de líderes aqueles que não reconhecem a si mesmos como líderes. E, por outro lado, eles não podem ser líderes mesmo, porque o movimento extrapolou enormemente quaisquer tentativas que eles pudessem ter, tanto de representação quanto de controle. Isso aconteceu porque o movimento acabou incorporando um sem número de adesões que refletem o zeitgeist. Antes destas manifestações em 2013, como é que as pessoas se reuniam para participar de manifestações e para divulgá-las? Como se dava o processo de construção de uma manifestação? Através de dinâmicas institucionais muito claras: partidos, sindicatos, organizações previamente constituídas (basta lembrar de como começou a luta pela Anistia).
Antes do advento da internet e dos sites de relacionamento, qualquer tipo de engajamento tinha que necessariamente passar por algum tipo de dinâmica institucional, entendendo-se aqui o termo "institucional" como "pré-organizado", onde a pessoa, quando entra no processo, recebe um repertório, um legado, uma ordem (ordem no sentido de organização). Ela se encaixa em algo que está previamente instituído, que está institucionalizado. Hoje em dia, na era das Redes Sociais, vivemos exatamente o oposto: a institucionalização, se vier, virá depois. E o fato de não ter uma liderança se reflete na própria dinâmica da organização do movimento, pois a internet transforma um pouco essas práticas de comunicação em uma espécie de assembleia contínua: todo mundo fala o que quer, não tem um centro.
O fato de não ter uma ordem estabelecida faz com que o movimento acabe quase que de uma forma espontânea. A dimensão do instinto está muito mais presente do que a dimensão do pensamento. No que diz respeito à maioria das pessoas, sabemos que a relação com a internet é muito espontânea, instintiva, pouco reflexiva, e isso dificulta um pouco o processo. Quando a Dilma convoca os líderes do movimento, a impressão que dá é a de que ela desejasse que houvesse líderes. É como se a presidente realmente desejasse que houvesse por parte desse movimento de jovens revoltados com cobranças abusivas no transporte público uma liderança capaz de representar institucionalmente esse movimento.
Ao falar de corrupção e reforma política, Dilma pega aquilo que há de mais frágil nesse movimento e tenta canalizar em proveito próprio. A atitude de sair nas ruas e gritar que é contra a corrupção é inofensiva, pois não é assim que se combate a mesma. Contra a corrupção todos somos. Mas a corrupção é uma dinâmica institucional e o que precisa ser feito em relação a isso é uma mudança institucional. A corrupção só é um problema moral no momento em que você se indigna com ela. Depois, ela não é mais um problema moral, já passa ser um problema da ordem institucional do país. E a reforma política, se for isso que está em pauta há anos no Congresso, não vai adiantar em nada.
A única reforma política que pode dar certo no Brasil é acabar com a reeleição para os cargos legislativos como acontece hoje em dia no Brasil porque ela permite que se perpetue a classe política, transformando em profissão aquilo que deveria ser apenas representação, possibilitando essa excrescência que é o carreirismo político.
O assassinato que aconteceu em Ribeirão Preto (SP) é algo que não pode voltar a acontecer. A população dá uma representação aos manifestantes. Mas essa mesma população pode retirar essa representação. A população pode chegar a um momento em que pode ficar irritada com esses bloqueios nas ruas. E aí pode ter violência. É muito difícil pensar num tipo de manifestação dessa magnitude e não pensar que não vá ocorrer algum tipo de violência como essa que ocorreu em Ribeirão Preto.
No que se refere às autoridades públicas, não foram só elas que tiveram que recuar em suas posições. Houve poucas pessoas que não precisaram trocar de posição. As pessoas foram mudando de posição, a mídia foi mudando, os governos foram mudando. Primeiro, porque as pessoas foram sendo recebidas de maneira muito conservadora. As manifestações foram assim recebidas. Depois, porque as manifestações acabaram tomando um impulso que não se esperava porque as autoridades acabaram reprimindo no início. O Alckmin botou a tropa de choque nas ruas e o José Eduardo Cardoso ofereceu reforço federal. O governador botou nas ruas uma PM fora de controle que atirou com balas de borracha e jogou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral em manifestantes pacíficos.
O prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, por sua vez, perdeu toda a autonomia que teria como prefeito da maior cidade do país porque ficou a reboque de um acordo político mal alinhavado com o governo do estado, e depois ficou sem autonomia para agir. E, no final, o recuo que ele fez foi típico de um governo sem alguma autonomia. Ao se renderem às reivindicações do movimento, as autoridades públicas não deram uma demonstração cabal de que reconhecem a democracia, pois foram pressionadas pela situação. E, por outro lado, também ficam devendo explicações sobre por que houve o aumento das passagens de ônibus, já que eles voltaram atrás.
O DATAFOLHA fez uma pesquisa entre os manifestantes sobre quem seriam os candidatos preferidos à presidência da República. O Joaquim Barbosa foi mencionado por 30% dos entrevistados contra 22% da ex-senadora Marina Silva e com 10% da Dilma, que está em terceiro lugar. O Aécio Neves está em quarto lugar, com 5%, e o Eduardo Azevedo está em quinto lugar, com 1%. O resultado dessa pesquisa é sintomático. A pesquisa foi realizada no cerne das manifestações, e, lá, uma das principais reivindicações foi a luta contra a corrupção. Por isso, é muito normal que em primeiro lugar apareça o "xerife" nessa luta contra a corrupção, porque o Barbosa está fortemente associado ao combate contra os mensaleiros.
Em segundo lugar, vem a Marina Silva, que passa a imagem de que é uma pessoa "do bem", que ela pode fazer uma ponte entre o alto empresariado e a classe C. Então essa pesquisa parece refletir tanto a expectativa quanto a ingenuidade, porque o Joaquim Barbosa sequer é candidato, ele nem é político. Com relação à presença dos políticos nesses eventos, as manifestações são assim mesmo. Nem toda manifestação que acontece em qualquer lugar precisa ser necessariamente e imediatamente aceita. Assim como toda a população foi se moldando e dando representação aos manifestantes, a polícia também está se saindo muito bem, pois no dia 13 de junho foi muito violenta e depois recuou. Esse é o jogo democrático.
No que concerne à pesquisa do DATAFOLHA, devemos lembrar que não foi por acaso que o Barbosa apareceu, porque a pesquisa foi estimulada. Havia lá uma lista exatamente com os nomes. Não é que as pessoas lembraram do Barbosa. É que, entre os nomes citados, 30% das pessoas entrevistadas escolheram o nome do Barbosa. Isso é reflexo do movimento em si mesmo, porque é um movimento totalmente ao arredio da ordem instituída. A ordem instituída é representada pela Dilma, pelos tucanos, pelo Aécio, no caso, que ficou mal na pesquisa, com 5%. E quais são os nomes que aparecem aí e que estão fora da ordem instituída, ou seja, fora do status quo? Os nomes do Barbosa e da Marina. Foi um lance bem sacado da Folha fazer isso para mostrar o perfil plural, o perfil aberto do tipo de pessoa que participa desse movimento. O movimento conseguiu reunir coisas muito díspares, muito diferentes.
No começo das manifestações, víamos a mídia ser contra o movimento. A mudança de posição foi devido ao grande número de adesões que o movimento passou a ter. A posição contrária se dava em relação ao vandalismo. Mas há muita controvérsia em relação ao uso dessa palavra "vândalo". Isso não contribui para um entendimento sobre o que está acontecendo. O sujeito que matou o estudante em Ribeirão Preto não é vândalo. Ele é um sujeito orientado, que estava sozinho e contra o movimento. Ele não estava envolvido pelo movimento. As pessoas não estavam atrapalhando o trânsito em Ribeirão Preto, elas estavam ocupando as ruas. A coisa já estava tão massiva que já não eram apenas três ou quatro atrapalhando o trânsito. Eram milhares de pessoas no meio da rua, o cara resolveu acelerar e matou uma pessoa. Ele é um criminoso, ele não é um vândalo. E ele não é alguém que estava no movimento.
A moça que morreu no Pará morreu por causa de uma bomba da polícia, e também porque ela era hipertensa, a bomba explodiu perto dela, ela tomou um susto com a explosão e morreu. Há vândalos no meio do movimento, mas ainda não é possível conhecer o percentual exato de vândalos que existem no movimento. Porque há outros que não são vândalos, são manifestantes violentos, o que é totalmente diferente. Por exemplo, o estudante de arquitetura que depredou a fachada da prefeitura de São Paulo, ele não é vândalo. Ele é um estudante de arquitetura que trabalha ao lado do pai. Ele não é alguém que está solto no mundo e aproveita o movimento para vandalizar. Ele não é alguém que está ali sem propósito.
Em Porto Alegre há um grupo anarquista que pensa que tem que quebrar tudo por posição política. Isso acontece porque eles acham que é só quebrando tudo que eles vão chamar atenção para o movimento. Aquele que acelerou o carro e matou o estudante em Ribeirão Preto não é um vândalo, é um bandido; porque ele não era manifestante. Por outro lado, temos que reconhecer também que o uso da violência por parte de alguns manifestantes abre uma brecha para o uso da violência de outro lado. A manifestação em si é uma interrupção da ordem político-social que, pela extensão e pela quantidade que revelou, significa uma crise de representação política que se impôs como um problema de pauta nas relações sociais e políticas. Agora, as manifestações de violência, seja de um cara que pegou carona nessa onda e quer descolar um i-phone de graça, seja de um anarquista ou seja lá o que for, a extensão da supressão da ordem pública, abre espaço, ao longo do tempo, necessariamente, para aumentar a violência.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
A Fúria de Um Crente Retardado
Certa vez, lendo uma matéria em um blog no qual o autor detonava (sem sentido algum) o André do site Ceticismo.net, deparei-me logo de cara com um comentário esdrúxulo e raivoso de um crente retardado. O comentário era o seguinte:
"A bibaiada ateísta realmente enche o saco. Nada contra quem é ateu. Se a cabecinha deles é tão pequena que pode explodir ao tentar entender algo que eles não vêem, eu não ligo… O que realmente enche o saco são esses ateus militantes que ficam querendo fazer o mundo acreditar nas merdinhas deles e ficam ainda com isso se achar 'homens lógicos, da ciência e outros bla bla blas dos ateus'."
E depois essa corja ainda têm a cara-de-pau de dizer que não é homofóbica. Com o crânio cheio não de miolos mas de bosta de cachorro, eles têm a postura imbecil de afirmar que quem defende os direitos civis de homossexuais também são homossexuais. O mongolóide ainda se contradiz, dizendo que não tem nada contra ateus e depois chama-os de "bibaiada". O crente é tão tosco que, na mente retardada dele, o mesmo pensa que o ateísmo é resultado de uma ausência de experiência visual de algo ("tentar entender algo que eles não vêem"), quando, na verdade, é resultado da TOTAL ausência de evidências de que exista algo de sobrenatural por trás dos fenômenos naturais. É claro que os absurdos, a falta de lógica, a inverossimilhança, a desumanidade e as incoerências dos livros sagrados (não apenas da bíblia) ajudam muito a chegar à conclusão de que, se existe algum deus (MUITO improvável) ele não deve ser algum dos descritos nos livros ditos "sagrados" (bíblia inclusa).
Peguemos como exemplo o deus que odeia vogais, o deus hebraico YHWH. O Velho Testamento é um verdadeiro show de horrores, além de possuir muitas incoerências e contradições que os vendedores de ilusão apologistas tentam infrutiferamente refutar com malabarismos hediondos. Não há como defender uma ideia indefensável, mas na cabeça torta de um crente tosco, há. E outra: é MUITA cara-de-pau desse retardado dizer que ateus militantes querem "fazer o mundo acreditar nas merdinhas deles". Quem faz isso são os fanáticos religiosos, esses fundamentalistas raivosos débeis mentais que acreditam em historinhas idiotas como a da cobra falante, do dia parado de Josué, do dilúvio global e outras bobagens. Ateus cuidam da própria vida, não fazem proselitismo. Eu, particularmente, quero que o resto de mundo se exploda. Não me preocupo se outras pessoas acreditam em A ou em B. Respeito o direito das pessoas acreditarem no que quiserem, até nas merdas que estão na bíblia. Débeis mentais como esse crente retardado dificilmente entenderão, de tão idiotas que são, que o ateísmo militante é simplesmente uma reação contra o fundamentalismo raivoso e totalitário e o proselitismo imbecil. Quando retardados como esse pararem de encher o saco de outras pessoas, tentando convencê-las a se converter a essa religiãozinha de bosta que é o cristianismo, aí o ateísmo militante acaba. Simples.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Será que é o "espírito" quem determina a personalidade?
As pseudociências costumam se basear em conceitos obscuros. Por exemplo, a questão da subjetividade da consciência. A psicologia analítica tenta há mais de um século explicar, sem muito sucesso, esse fenômeno. E onde a ciência deixa lacunas, o misticismo e a religiosidade fazem a festa. Já no final do século XIX, o francês Alan Kardec especulou sobre o assunto, dizendo que aquilo que ele denominava "espírito" era o responsável pela existência da subjetividade da mente humana. Evidências? Nenhuma. Porque, se evidências houvessem, o espiritismo não seria a pseudociência que realmente é.
Segundo a doutrina kardecista, o espírito habita o corpo material. Se há interação com algo físico, deveria ser detectável por meios físicos também. Mas, pelo menos até hoje, não houve a mínima comprovação científica da existência dessa porção imaterial do ser humano. Felizmente, hoje temos um ramo da ciência bastante avançado, que é a neurociência, que pode dar respostas satisfatórias a perguntas como essa, da subjetividade da consciência humana. Tudo indica, realmente, que o pensamento e a consciência individual são apenas secreções do cérebro, não havendo nada de "transcendente" nisso.
A doutrina espírita também afirma que o espírito é uma entidade independente do corpo e que determina a personalidade. Muito notório ficou sendo o caso de Phineas Gage, que, após um acidente de trabalho, teve uma barra de ferro atravessando a parte frontal do seu cérebro. Inexplicavelmente, ele sobreviveu a esse grave acidente. Porém, sua personalidade foi afetada. As pessoas que o conheciam diziam que "Gage deixou de ser Gage" depois do acidente. Esta é uma das provas de que é o cérebro (particularmente os lóbulos frontais) e não algo improvável como "espírito" o que determina a personalidade do indivíduo.
Para se aprofundar mais sobre o Caso Phineas Gage:
Phineas Gage
quarta-feira, 17 de abril de 2013
A Imprensa NOJENTA de São Paulo Mostra as suas Garras no Roda Viva
Nesta última segunda-feira, dia 8 de abril de 2013, o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, concedeu uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Na pauta, evidentemente, a Copa do Mundo de Futebol que ocorrerá aqui no Brasil, em 2014. Para fazer perguntas a ele, alguns jornalistazinhos de quinta categoria da nojentíssima imprensa esportiva paulistana (exceção feita ao grande Álvaro José, que manteve um comportamento ético durante todo o programa). É óbvio que o assunto "Cuiabá-Manaus" não poderia ter deixado de fazer parte dessa entrevista. Um dos "jênios" afirmou que "as obras do VLT em Cuiabá estão paradas". O ministro demonstrou que o jornalista estava desinformado. As obras estão atrasadas, é impossível negar que o processo de condução das obras de mobilidade urbana foi MUITO nebuloso, mas dizer que as obras estão paradas é passar atestado de burrice e desinformação. Isso, para uma pessoa comum, já seria vergonhoso, mas para um jornalista, alguém que trabalha com a informação, é MUITO MAIS. E outra: as obras do Veículo Leve sobre Trilhos é de responsabilidade do PAC e não tem necessariamente uma relação de obrigatoriedade com a FIFA.
Outro idiota afirmou: "Mato Grosso não tem time nem na série C". Isso é mentira, mas esperar o que de profissionais incompetentes? No Campeonato Brasileiro da série C de 2012 o Luverdense (equipe da cidade de Lucas do Rio Verde, Mato Grosso) fez uma campanha mais bem sucedida do que vários times da série A. Mas é lógico que essa turma para lá de parcial não vai emitir uma informação como essa. Eles atacaram com a mesma ladainha de que "Mato Grosso não tem tradição no futebol" como argumento para a não construção da Arena Pantanal em Cuiabá. Diziam isso dos Estados Unidos em 1994, diziam que aquela Copa seria um fracasso porque os estadunidenses não tinham "tradição no futebol". O resultado foi que, depois de 1994, o "soccer" só avançou nos EUA, houve contratações de grandes nomes como Beckham e a seleção dos Estados Unidos chegou a ser vice-campeão da Copa das Confederações em 2010. A Arena Pantanal será apenas o começo de uma série de empreendimentos que poderão ajudar a reerguer o futebol de Mato Grosso, que já enfrentou tempos melhores e não está tão no "fundo do poço" assim (vide a vitória do Mixto [série D] sobre o Vitória da Bahia [série A] pela Copa do Brasil, na última quarta-feira).
O show de imbecilidade e desinformação não parou por aí. Um dos "jornalistas" atacou com uma falácia de termos falsamente excludentes; chamou Cuiabá e Manaus de "carentes". Ele afirmou que essas cidades ganhariam mais se todo o dinheiro que está sendo investido nas obras da Copa fosse investido em saúde e educação. Novamente, o ministro Aldo Rebelo fez o idiota passar vergonha por ser um jornalista tão burro. Normalmente eu sentiria dó de um ser com um intelecto semelhante ao de uma planária, mas, nesse caso, não. Adorei quando o ministro jogou na cara do indivíduo a verdade: além de Cuiabá e Manaus não serem tão "carentes" assim, os investimentos nas áreas da saúde e educação não excluem o investimento na área dos esportes e de mobilidade urbana. Como bem afirmou o ministro, o dinheiro que o governo federal libera para o orçamento anual do Ministério dos Esportes não chega a ser uma fortuna. Além disso, se esses "jornalistas" fossem bem informados (QUE VERGONHA!) saberiam que a situação da saúde no Brasil é generalizada, não é apenas Cuiabá e Manaus que sofrem nessa área. A Saúde Pública em São Paulo está tão podre quanto em qualquer outro canto do país. Deveriam olhar para o próprio umbigo antes de falar de cidades que eles nem devem conhecer pessoalmente.
O ministro Aldo Rebelo deu o exemplo do Estádio de Wembley, na Inglaterra. Wembley é um bom exemplo do que poderão ser as arenas multi-uso de Cuiabá e Manaus. Além, é lógico, como já expus, de servirem como ponto inicial para o desenvolvimento do futebol dessas capitais. Além disso, como muitos jornalistas idiotas desinformados da Região Sudeste não devem saber, Cuiabá tem o Cuiabá Arsenal, equipe que foi recentemente campeã brasileira de futebol americano. Esse esporte vem crescendo a cada dia e, como a Arena Patanal será multi-uso, bem poderá servir para os jogos do Cuiabá Arsenal. Quando a FIFA escolheu o Brasil como sede da Copa, a ideia dos organizadores foi a de contemplar o Brasil como um todo, e não apenas as regiões mais economicamente desenvolvidas (Sul e Sudeste). Foi uma atitude correta. Embora muitos canalhas do Sudeste não desejem, a Copa deixará SIM um legado de desenvolvimento para Cuiabá e Manaus. Essas duas capitais fazem parte do Brasil, por mais que nazistas desgraçados do Sudeste não queiram aceitar esse fato, e nada mais justo do que também sediarem um evento tão importante.
Um dos idiotas que fazia perguntas a Aldo Rebelo no Roda Viva disse que Natal era um "meio-termo" entre Cuiabá e Manaus e, ao dizer isso, esboçou um leve sorriso de pseudosuperioridade sudestina. Como bem afirmou o ministro Aldo, ainda bem que não está na mão desse tipo de lixo humano (o ministro não usou esse termo, que seria bem apropriado) o encargo de organizar a Copa. Se estivesse, alguém teria dúvida de que eles negligenciariam as regiões Norte e Centro-Oeste? Para pessoas como esses jornalistazinhos o Brasil se resume apenas ao Sul e ao Sudeste (e, talvez, o Nordeste). O comportamento de superioridade desses débeis mentais faz lembrar o de um outro notório imbecil da crônica esportiva paulistana, o jornalista Juca Kfouri. Na época da escolha das sedes, ele alegou a falta de tradição de Cuiabá e Manaus como fatores impeditivos, o mesmo argumento idiota de sempre. E qual é a tradição futebolística da África do Sul? Qual a do Japão e da Coreia do Sul? Pelo visto, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos tiveram seus cenários locais desenvolvidos com relação ao futebol. Isso não aconteceu com a África do Sul, mas esse é um outro contexto, o Brasil é o país do futebol e Cuiabá e Manaus fazem parte SIM do Brasil, por mais que débeis mentais paulistanos não queiram admitir e queiram pensar que são o centro do universo.
Um dos argumentos usados pelo Jeca Q-Fora é o de criticar o conceito de arena multi-uso, argumento repetido de forma mecânica por papagaios acéfalos que repetem quase tudo o que esse indivíduo fala. Como Aldo Rebelo bem demonstrou, Wembley é SIM um exemplo bem sucedido desse tipo de estrutura. Não é apenas com grandes shows musicais (e olha que Cuiabá já recebeu Cindy Lauper e Manaus já recebeu White Stripes, dois exemplos bem sucedidos, entre outros) que uma arena multi-uso é mantida. Sinceramente, se eu fosse dono de alguma empresa de comunicação seria uma vergonha ter funcionários tão incompetentes trabalhando em minha empresa. A obrigação MÍNIMA de um bom jornalista seria a de se manter minimamente bem informado.
O ministro Aldo Rebelo escrachou na cara de um por um daqueles discípulos de Juca Kfouri o quanto eles eram péssimos profissionais, o quanto eles deram um show de desinformação, incompetência e prepotência sudestina imbeciloide. Senti vergonha alheia por esses pobres profissionais de #@&%)*#@!¨%, mas gostei muito das respostas de Aldo Rebelo. Se antigamente eu sentia uma forte antipatia por Rebelo devido à sua posição diante da imposição do Novo Código Florestal, hoje sei que a pasta dos esportes está em boas mãos. Essa entrevista ao Roda Viva foi esclarecedora.
P.S.: Não foi a primeira vez que essa imprensa esportiva escrota de São Paulo se manifestou de maneira imbecil e preconceituosa com relação a Cuiabá. Um grupinho de amebas que apresenta um programa na Rádio CBN também esculachou a capital de Mato Grosso repetidas vezes, como eu deixei exposto nesta postagem: http://ceticismocritico.blogspot.com.br/2013/03/fim-da-picada-o-preconceito-dos.html
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